Prefeitura de Canguaretama

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CANGUARETAMA



Localizado a 65 quilômetros de Natal, capital do Rio Grande do Norte, com acesso pela BR-101 ou através da travessia do rio Catu, o município de Canguaretama é o 16º mais populoso do Estado, com 31.506 habitantes, como informa o IBGE. Segundo o mesmo Instituto, possui uma área de 245,529 km2, com uma taxa de urbanização de 65,45%. É constituído pela sede e por dois distritos, o de Piquiri e o da Barra do Cunhaú. Este último é cenário das duas atividades econômicas locais mais importantes: o turismo e a carcinicultura. O comércio e a agricultura também se destacam.

Cartão postal mais famoso de Canguaretama, a praia da Barra do Cunhaú, a 10 quilômetros do centro pela RN-269, faz jus à popularidade que possui e ao clima tropical do município, ostentando uma média anual de 25,6 ºC e a reputação de reunir condições climáticas ideais para a prática de esportes aquáticos como o kitesurf e o windsurf. É também no encontro do rio Cunhaú com o oceano Atlântico que descansam manguezais, ecossistemas ricos em flora e fauna. A praia da Barra dispõe de opções variadas de hospedagem e gastronômicas, à base de frutos mar, outros conhecidos atrativos do lugar.

De cultura substancial e fiel às tradições, Canguaretama, que significa “vale das matas” em tupi, pode se orgulhar do patrimônio arquitetônico composto de históricos engenhos e de manifestações ainda presentes como o Fandango, a Chegança, o Pastoril, o Coco-de-Roda e os Caboclinhos. São feriados municipais: 06 de janeiro (Reis Magos), 16 de abril (Emancipação política), 16 de julho (Mártires do Cunhaú) e 08 de dezembro (Padroeira Nossa Senhora da Conceição), celebrações que remetem à religiosidade e à valorização das raízes de um povo que honra o lema municipal “teu maior filho é aquele que mais te ama!”.

HISTÓRIA

O território onde hoje se instala a sede do município de Canguaretama era domínio do engenho Cunhaú, desde o início do século XVII. Engenho este que foi o primeiro do Rio Grande do Norte e, durante muitos anos, fonte da maior fortuna já registrada no Estado. Sua propriedade era da família que tem como expoente André de Albuquerque Maranhão, chefe local da Revolução Pernambucana. Foi neste local, também, que aconteceu o famoso episódio do “Morticínio do Cunhaú”, em 16 de julho de 1645, quando 69 fiéis católicos foram assassinados dentro da “Capela de Nossa Senhora das Candeias”.

A seis quilômetros do Cunhaú, às margens do rio Pituaçu, por volta de 1830, surgiu o povoado do Uruá, cuja população original era provavelmente mestiça, composta por escravos fugidos, nativos destribalizados e pardos livres. Devido às disputas entre o partido Liberal e o Conservador e para se vingar de um descontentamento com Sebastião Policarpo de Oliveira, o padre José de Matos Silva resolveu transferir a sede administrativa de Vila Flor para o povoado do Uruá. Desta forma, em 19 de julho de 1858, a pequena localidade foi elevada à categoria de município e passou a se chamar Vila de Canguaretama.

A partir da fundação, surgiram novos engenhos e, com eles, veio o crescimento econômico, o que fez com que novas famílias chegassem ao local atraídas pela possibilidade de ganhar dinheiro com o comércio do açúcar, produto que fez do município um reduto abolicionista e republicano e a sede provisória da “Oligarquia Albuquerque Maranhão”. O século XX trouxe a decadência dos engenhos e a ascensão da atividade salineira, que despontou como novo produto de sustentação econômica local. Atualmente, é o camarão e o turismo que dão uma nova perspectiva de desenvolvimento ao município.

MÁRTIRES

O município de Canguaretama também é conhecido pela fé do seu povo. Uma das razões para o fato está no episódio que deu origem aos “Mártires de Cunhaú”, beatificados recentemente pelo Vaticano. No contexto histórico das invasões holandesas no Brasil, em 1645, católicos foram martirizados no interior do Rio Grande do Norte, parte deles no município de São Gonçalo do Amarante, chamados de “Mártires de Uruaçu”, e outra parte em Canguaretama, na Capela de Nossa Senhora das Candeias, no engenho Cunhaú.

O município de Canguaretama também é conhecido pela fé do seu povo. Uma das razões para o fato está no episódio que deu origem aos “Mártires de Cunhaú”, beatificados recentemente pelo Vaticano. No contexto histórico das invasões holandesas no Brasil, em 1645, católicos foram martirizados no interior do Rio Grande do Norte, parte deles no município de São Gonçalo do Amarante, chamados de “Mártires de Uruaçu”, e outra parte em Canguaretama, na Capela de Nossa Senhora das Candeias, no engenho Cunhaú.

Era domingo, dia 16 de julho daquele ano. Como de costume, fiéis foram à missa na referida capela. Porém, Jacob Rabbi, alemão a serviço do governo holandês, havia fixado um edital no local dizendo que, após a celebração, ordens seriam cumpridas. Quando o pároco André de Soveral elevou o Corpo e o Sangue de Cristo, as portas da capela foram fechadas e deu-se início a cenas de violência e intolerância. Ao perceberem que seriam mortos, eles não reagiram, apenas se confessaram e pediram perdão pelas suas culpas.

Em 1988, foi aberto o processo de beatificação dos mártires no Vaticano. Porém, foi em 05 de março de 2000 que o Papa João Paulo II beatificou, na praça de São Pedro, os Protomártires do Brasil. Atualmente, eles são lembrados em duas datas: 16 de julho em Canguaretama e 03 de outubro em São Gonçalo do Amarante. Esta última é, inclusive, feriado estadual no Rio Grande do Norte. A capela de Nossa Senhora das Candeias, no antigo engenho de Cunha, é até hoje lugar de romarias e peregrinações.

BANDEIRA / HINO


Hino de Canguaretama

Do heroico Cunhaú lembras os feitos
Da gente de Uruá és relicário
Do forte Tupã és o sacrário
Onde Araquém guardava seus preceitos
A tradição dos tempos tem passado
Para hoje em ti depositar
O afeto que aqui viemos cantar
Que fique para sempre relembrado
Canguaretama tu és querida
O nosso peito vibra de emoção
És o tesouro da nossa vida
É sempre teu o nosso coração
Hoje é dia de festa e alegria
Em ti nasce um novo horizonte
Louvemos cantando neste instante
Essa canção de fé e harmonia
Sobre a sombra de recordação
Sobre o sorriso de orgulho e alegria
Sim, bem certo que aqui e neste dia
Cantemos teu louvor nesta canção.